O BUDA DE BARRO e O BUDA DE OURO – Conto Tailandês


Domingo, 31 de outubro de 2010
 

Um grupo de monges, numa medida de urgência, precisou transferir o Buda de Barro de seu templo para um novo local, pois o monastério teria que ser demolido para ceder espaço a uma estrada que atravessaria Bangkok.

Quando os monges começaram a mover o ídolo gigantesco, seu peso era tamanho que ele começou a rachar. E, como se isso não bastasse, começou a chover.

Então o Monge Superior, preocupado com os danos que pudessem ocorrer ao ídolo de barro, resolveu cobri-lo com uma lona para protegê-lo da chuva.

Mais tarde, naquela noite, o Monge Superior foi verificar como estava o Buda. Acendeu sua lanterna sob a lona e, conforme a luz incidia sobre uma das rachaduras notava-se um pequeno brilho bem ao fundo. Ao olhar mais de perto o reflexo da luz, perguntou-se se haveria algo sob o barro.

Resoluto, o Monge Superior buscou cinzel e martelo no monastério e usando dos instrumentos começou a remover o barro da estátua. E à medida que derrubava fragmentos do mesmo, o pequeno brilho se tornava ainda maior e mais forte.

Muitas horas de trabalho foram necessárias até que o Monge, enfim, se deparasse com um colossal e extraordinário Buda de Ouro que estava, há muitos anos, envolto por uma densa camada de barro.

“Caros discípulos e amigos, segundo historiadores o Buda de Ouro realmente existe. Ele fica no Templo de Wat Traimit, em Bangkok. Eles acreditam que a algumas centenas de anos antes da descoberta do Monge, o exército dos birmaneses estava prestes a invadir a Tailândia (chamada então de Sião). Os monges, percebendo que seu país seria logo atacado cobriram, de forma artística, seu precioso Buda de Ouro com uma camada externa de barro, a fim de evitar que seu tesouro fosse roubado pelos birmaneses. Infelizmente, parece que os birmaneses massacraram todos os monges siameses, e o bem-guardado segredo do Buda de Ouro permaneceu intacto até aquele fatídico dia entre 1953 e 1957.

Sendo verídico ou não, este conto nos faz refletir sobre a nossa natureza humana e divina. Assim como o Monge Superior, com o martelo e o cinzel (símbolos do trabalho), devemos descobrir a nossa essência divina. Pois dentro de cada um de nós, envolto por uma crosta de barro e imperfeições, certamente existe um Buda de Ouro.
E o mais importante, sabendo que dentro do outro também existe um Buda de Ouro devemos ser mais tolerantes e amáveis, como Jesus nos ensinou: ‘O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês.’ Jo 15,12.

Um grande abraço, boa reflexão e fiquem com Deus!”
Sensei Júlio Mário – 3º. Dan

P.S.: ficarei feliz se deixarem os seus comentários.

2 comentários:

Felipe disse...

Todos nós temos este brilho por dentro, como o buda! Com trabalho e esforço podemos deixar esse brilho aflorar. O Karatê-do tem me ajudado nessa busca! Oss!

Claytinho disse...

PARABÉNS, sensei, lilian e Wendell pelo belo trabalho feito no blog
um grande abraço
OSS!

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